terça-feira, julho 31, 2012

Rumo à quinta economia do mundo

País pode dobrar tamanho do PIB, chegando a US$ 5 tri em 2030, superando a Alemanha

Vivian Oswald
Henrique Gomes Batista
Atualizado:29/07/12 - 8h53
BRASÍLIA e RIO. No momento de agravamento da crise global, muitos especialistas se perguntam qual será o impacto sobre o Brasil. Mas não basta olhar para o curto prazo. Nas próximas décadas, para onde o país caminha? O GLOBO levou essa indagação a funcionários do governo, economistas, professores, médicos, cientistas e esportistas. O objetivo era traçar um retrato do Brasil que queremos para os próximos 10 ou 20 anos. Em 2022, por exemplo, quando completará o bicentenário da Independência, o Brasil deverá estar entre as cinco economias mais importantes do globo e uma de suas principais reservas de energia.
Veja também
O Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos) saltará dos US$ 2,4 trilhões do ano passado para cerca de US$ 3,5 trilhões, avançando no caminho de chegar aos US$ 5 trilhões em 2030. Em 2022, os quase 210 milhões de brasileiros, dos quais 70% em idade produtiva — recorde de todos os tempos —, serão um mercado consumidor de fazer inveja a grandes nações e permitirão ao país começar a próxima década com a missão de deixar de ser, para realizar, a velha promessa de futuro.
No Executivo, não há um plano de voo oficial que vá muito além de dez anos com metas claras. Em geral, os planejamentos são do tamanho dos mandatos políticos. A União, por exemplo, teve dificuldade de fazer parcerias com a China na área de preservação de biodiversidade, durante a Rio+20, pois só temos projetos no setor para dez anos, enquanto os asiáticos planejam as próximas três décadas, contou a ministra Izabella Teixeira.
Integrantes da equipe da presidente Dilma Rousseff dizem que um dos grandes desafios é conciliar as políticas voltadas para a ampliação do mercado interno, com mais renda e acesso a crédito, às estratégias de sustentabilidade do país. E esta será cada vez mais a realidade brasileira nas próximas décadas. As ações do Ministério da Fazenda que consideram práticas sustentáveis ainda são residuais. Para a iniciativa privada, os maiores esforços devem estar concentrados na educação, em investimentos e nas reformas tributária e administrativa.
— O meio ambiente está na agenda da economia, em projetos isolados, mas crescendo: o Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, amplia o número de habitações no país, mas já exige materiais verdes. Vantagens tributárias para automóveis mais eficientes, que estão sendo discutidas agora, serão outra novidade — diz uma fonte do governo.
Planejamento estratégico é frágil
Cada um dos 24 ministérios e 13 órgãos com status de ministério na Esplanada tem um planejamento específico, que, muitas vezes, não se comunica com o dos vizinhos. A própria presidente, segundo assessores próximos, tem uma visão muito particular. O economista João Paulo dos Reis Velloso, que foi ministro do Planejamento nos governos Médici e Geisel, é sarcástico ao falar da estratégia oficial de longo prazo:
— Se você souber de uma, me avise — ironizou. — O PAC não tem nada de ruim, mas é apenas um programa. Foi depois que o Planejamento virou ministério que começaram os voos de galinha — alfinetou o economista, responsável pelo II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), de 1975-79.
O “Brasil 2022”, compêndio com mais de 100 páginas elaborado pela Secretaria de Assuntos estratégicos (SAE) da Presidência da República à época em que ainda era comandada pelo então ministro Samuel Pinheiro Guimarães, é o documento oficial que mais se aproxima de uma visão estratégica de longo prazo. Criado em 2010 ainda durante o governo Lula, o relatório vê um país ainda mais soberano, que participará em igualdade de condições de fóruns internacionais como o Conselho de Segurança da ONU e o G-20, com uma sociedade mais justa e progressista até 2022.
Ali, estão relacionados 180 sonhos — alguns vagos, outros mais precisos —, mas sem os respectivos meios de torná-los realidade. A lista dos desejos, que estão sendo chamados de “Metas do Centenário”, inclui desde crescer mais de 7% ao ano e reduzir à metade do número de homicídios no país a dobrar o número de municípios atendidos por serviços aéreos, passando por zerar o déficit habitacional brasileiro, assegurar 100% de acesso a saneamento à população e atingir cinco livros per capita como índice de leitura nacional.
Neste momento, a SAE está ampliando o que teria sido essa primeira tentativa de criar diretrizes de mais longo prazo para o país. O ministro Wellington Moreira Franco conta que está sendo feito o Plano 2022 + 10. As metas devem ser conhecidas em 2013.
Desigualdade regional continuará caindo
Somado ao enorme crescimento do mercado consumidor, que deve receber quase 20 milhões de brasileiros até 2022, os investimentos e essa projeção recorde do governo para a população economicamente ativa (70%), devem levar o Brasil para a lista das cinco principais, passando Alemanha e França. No entanto, o Brasil seria ultrapassado pela Índia e ficaria em quinto. A colocação exata, contudo, dependerá do resto do mundo. Se todos crescerem, as chances de o país subir no ranking são menores. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, estima que o país poderá ter em 2030 um PIB entre US$ 4,497 trilhões e US$ 5,226 trilhões, dependendo se a média do crescimento do país ficar em 3,3% ao ano — primeiro cenário — ou em 3,9%, na segunda estimativa. Os quatro primeiros do ranking serão, segundo a entidade, China, EUA, Japão e Índia.
José Augusto Coelho Fernandes, diretor de Política e Estratégia da CNI, acredita que o futuro do país está nas mãos dos brasileiros :
— Acredito que 70% da agenda do futuro do país estão nas mãos dos brasileiros. É claro que é melhor um ambiente de crescimento global, mas parte das nossas soluções independe disso. Precisamos de mais educação, mais inovação, de uma reforma tributária, regras trabalhistas mais modernas e mais investimentos em infraestrutura, independentemente da piora ou não da crise da Europa, da recuperação dos Estados Unidos ou do crescimento chinês — explica.
Vanessa Petrelli Corrêa, a nova presidente do Ipea, diz que para falar do futuro do país é necessário estudar seu passado recente. O crescimento médio brasileiro nas últimas duas décadas do século passado, de 2,2%, praticamente dobrou para 4,3% ao ano no período entre 2004 e 2011:
— Neste período os investimentos subiram, aumentou o consumo, aproveitamos o bom momento das commodities, o governo fez uma forte política social de distribuição de renda e os bancos públicos ampliaram o crédito. O crescimento reduziu a desigualdade entre as regiões, o que deve ser intensificado nas próximas duas décadas — afirma a economista.
Os investimentos precisam continuar crescendo forte para dar conta dessa expansão. A CNI, por exemplo, indica que o país precisará de sete milhões de residências em 15 anos, a um custo de R$ 60 bilhões. A matriz eólica será a terceira mais usada em 2020, com mais de 6% do parque de geração de energia elétrica. Ambientalistas querem que o saneamento seja universalizado até 2030.
O petróleo está na agenda do país com a exploração na camada do pré-sal. Esta é uma das grandes apostas do governo, que espera que o país seja alçado nos próximos 20 anos ao ranking das cinco grandes reservas do planeta, que podem atrair mais de R$ 350 bilhões em investimentos até lá.
Embora ainda não tenha conseguido a aprovação do projeto que distribui os recursos desse petróleo que será retirado de profundezas até bem pouco tempo inimagináveis, governo e iniciativa privada se preparam para o futuro. O governo trabalha para que essa riqueza seja usada como uma poupança, a partir da criação do Fundo Social, que pode sair até o fim do ano.
Para o economista Sergio Besserman, o petróleo tem que ser o provedor de recursos financeiros para a transição para a economia do futuro, que estará baseada na sustentabilidade:
— Podemos fazer o que Celso Furtado chamou de deslocamento do centro dinâmico. E o nosso terá muita ciência, tecnologia e baixo carbono.
Outras opiniões sobre o Brasil que queremos
“É preciso ter investimento em educação. Não adianta ter empresas sem executivos. Na saúde, gostaria de ver o SUS com gestão eficiente”
Paulo Niemeyer, Neurocirurgião
“Se continuarmos na meia-bomba da educação e da saúde, não estaremos bem das pernas. A área cultural é consequência. Eu não separo educação de cultura
Fernanda Montenegro, Atriz
“Imagino o Brasil entre as três maiores economias do mundo, com grandes avanços sociais e crescimento sustentável, sem gargalos de infraestrutura e com geração de empregos
Eike Batista, Empresário
“Seremos expressivos exportadores de petróleo e autossuficientes também em refino,com capacidade superior à demanda nacional. Teremos uma cadeia de suprimentos e serviços competitiva”
Graça Foster, Presidente da Petrobras
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/rumo-quinta-economia-do-mundo-5617985#ixzz2267DDnIv
© 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

A MORTE DE PEDRO MENDES AINDA É MISTÉRIO

 
Cruz. Dia 25 de julho, por volta das 15hs, o agropecuarista e comerciante, 51, residente em Aroeira, município de Bela Cruz, encontrava-se em uma churrascaria no trevo de Jijoca de Jericoacoara quando dois homens pilotando uma moto chegaram neste local. Um deles desceu da moto e abordou o cidadão perguntando pelo nome. O Senhor é Pedro Mendes? Sim, respondeu o cidadão. Ao fazer esta confirmação, o elemento sacou a arma e fez um disparo, seguido de outro na nuca. Neste momento havia muitas pessoas no local. Os elementos usando capacetes fugiram do local sem deixar pistas. O sepultamento aconteceu dia 27, às 10 hs, no Cemitério Cristo Ressuscitado na Vila de Caiçara Município de Cruz, após ter sido analisado pelo IML e liberado. O Caso ainda continua sendo um mistério, pois até o presente não há suspeito conforme informou a família. Logo após o crime, espalharam-se boatos de que Pedro Mendes estaria envolvido em um crime praticado em Bela Cruz a cerca de dois anos, mas a nossa reportagem foi a procura de elucidação dos fatos e conversou com a família do assassinado e pode constatar que não passava de boatos sem fundamento, pois a família já sabia quem havia praticado o crime e também quem era o mandante que pagou a quantia de R$ 5.000,00, segundo depoimento da testemunha que preservamos o seu nome. Agora, segue duas linhas que estão sendo questionadas: dívidas ou envolvimentos amorosos. Há suspeita de que Pedro vinha recebendo ameaças, pois já havia mudando de residência várias vezes nos últimos dias passando por Jijoca, Praia do Preá, Cruz e Jericoacoara. Pedro morava sozinho, pois havia se separado da família com realização de divisão dos bens. Atualmente, trabalhava transportando turistas para Fortaleza e fazendo fretes. Foi um crime bárbaro que comoveu a população, pois era um cidadão muito conhecido na região.
Dr. Lima

sexta-feira, julho 27, 2012

Agricultura Familiar na Merenda Escolar - Por Maria Otília


 



Por meio da Lei nº 11.947/2009, a Agricultura Familiar passa também a fornecer gêneros alimentícios a serem servidos nas escolas da Rede Pública de Ensino.
Para quem produz alimentos, a iniciativa contribui para que a agricultura familiar se organize cada vez mais e qualifique suas ações comerciais.
Para quem adquire esses produtos, o resultado desse avanço é mais qualidade da alimentação a ser servida, manutenção e apropriação de hábitos alimentares saudáveis e maior desenvolvimento local de forma sustentável.
Quem Vende:
- Agricultores familiares e empreendedores familiares rurais, organizados em grupos formais e/ou informais, com DAP física e/ou jurídica.
• Grupos Formais – agricultores familiares e empreendedores familiares rurais constituídos em cooperativas e associações.
• Grupos Informais - grupos de agricultores familiares organizados que deverão ser apresentados junto à Entidade Executora por uma Entidade Articuladora.
Quem Compra:
Entidades Executoras (EE) – são secretarias estaduais de educação, prefeituras ou escolas que recebem recursos diretamente do FNDE. São responsáveis pela execução do PNAE, inclusive a utilização e complementação de recursos financeiros.
São Atendidos:
Alunos matriculados na educação básica das redes públicas federal, estadual e do Distrito Federal, em conformidade com o censo escolar realizado pelo INEP, no ano anterior ao do atendimento.
Educação básica corresponde a: educação infantil (inclui creches); ensino fundamental; ensino médio; EJA (Educação de Jovens e Adultos); escolas comunitárias; entidades filantrópicas (inclusive as de educação especial; escolas localizadas em áreas indígenas e remanescentes de quilombos.
Outras Instituições Envolvidas no Processo
Entidades Articuladoras (EA) – assessora e articula o grupo informal para elaboração do Projeto de Venda. São entidades representativas da agricultura familiar, cadastradas no Sistema Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural (Sibrater), Sindicato de Trabalhadores Rurais e de Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf), e entidades credenciadas pelo MDA para emissão da DAP.
IMPORTANTE:
Em 4 de julho de 2012, foi publicada Resolução n° 25 que altera a redação dos artigos 21 e 24 da Resolução 38, de julho de 2009. Com a alteração, o limite de venda ao PNAE passa de R$ 9 mil para R$ 20 mil por DAP/ano.
Atenção! O limite de R$ 20 mil já está valendo!
A resolução também abre a possibilidade de divulgação das chamadas públicas na Rede Brasil Rural -ferramenta criada pelo MDA para facilitar o processo de compra e venda de produtos da agricultura familiar.
Texto extraído do site do Ministério da Agricultura.
Fonte: blogdocrato

CRIME BARBARO EM JIJOCA DE JERICOACOARA




clip_image002

Cruz. Um crime de pistolagem com requintes de crueldade foi registrado na tarde de quarta feira, 25, por volta das 15 hs, em um restaurante no Centro de Jijoca de Jericoacoara. Um senhor por nome de Pedro Muniz, agropecuarista e comerciante, pessoa bastante conhecida na região, estava almoçando quando um motoqueiro usando capacete aproximou-se do cidadão e efetuou dois disparos de revolver sem que a vítima pudesse fazer qualquer ação de defesa. Após o crime, o motoqueiro fugiu sem deixar pistas. Pedro Muniz residia em Aroeira, município de Bela Cruz, mas atualmente estava residindo em Jijoca de Jericoacoara, após passar uns dias em Preá, município de Cruz e estava trabalhando transportando turistas para Fortaleza em um FIAT que havia comprado recentemente. Pedro era separado e tinha pouco mais de cinquenta anos. Segundo comentários de populares, Pedro Muniz estava sendo acusado de envolvimento em um crime e vinha sofrendo ameaças. Segundo informações, a vitima havia sido morto por engano, pois o alvo era outra pessoa. Há cerca de cinco anos, Pedro Muniz estava envolvido em um caso amoroso com uma mulher casada e o marido dela tentou mata-lo efetuando vários disparos. Pedro foi baleado, mas sobreviveu após passar vários dias internado em Sobral. O crime chocou a população, pois Pedro Muniz era uma pessoa de boas amizades, embora pesasse contra eles algumas acusações, mas sem as devidas provas que pudessem justificar tamanha crueldade. As diligencias policias estão sendo feitas na tentativa de elucidar este caso.
Dr. Lima

quarta-feira, julho 25, 2012

Caiçara nossa cidade, Meu AMOR... historia de Caiçara.


A Festa do Distrito de Caiçara – 22 de maio de 2012



clip_image002
Cruz. O Distrito de Caiçara foi criado pela Lei Nº 11.323, de 22 de maio de 1987. Em homenagem a esta data, uma das ruas da sede do distrito recebeu o nome de Rua 22 de Maio. Todos os anos esta data é comemorada com uma intensa programação festiva. Caiçara é um dos lugares mais antigos de nossa região, situada as margens da Lagoa de Jijoca, há 5 km da Praia do Preá. É um dos corredores de turismo para Jericoacoara.
Caiçara já elegeu os vereadores Benedito Edson Pinto e Raimundo Brandão de Sousa e um Vice-Prefeito de Acaraú João Paulo Magalhães.
clip_image004
O primeiro prédio escolar foi transformado em creche e outro maior foi construído por Antônio Raimundo, Prefeito de Cruz, e a energia elétrica foi inaugurada em 1988 pelo Prefeito Jonas Muniz.
São denominações de ruas da Vila de Caiçara: Pe. Valdery, Professora Fransquinha, José João, Afonso Fontes, Mons. Sabino e João Muniz. Há muitas ruas sem denominação oficial.
A estrada de acesso é com piçarra motivo de indignação da população da região que reclama das péssimas condições de transito.
O Poeta João Martins dos Santos assim se expressou sobre a Festa do Distrito: “Quero que Deus me dê força/Pelo poder infinito/Para relembrar agora/A Festa do meu Distrito/Que dos lugares que eu conheço/O nosso é o mais bonito”.
Este ano, a Festa do Distrito de Caiçara, foi realizada dia 19, teve várias atrações, banda de forró e um bolo de 25m.
clip_image006
A presença da Empresa M. Machado Florestal Ltda. na década de 80 movimentou a comunidade, introduziu novos costumes e gerou emprego e renda para dezenas de pessoas.
Religião
A Igreja de São Francisco de Caiçara foi construída em 1888, ainda durante o período em que o Império Português governava o Brasil. O Santo Cruzeiro, construído para realização das Santas Missões, foi inaugurado em 19 de novembro de 1939, pelo Pe. Pedro e exaltado pelo poeta repentista
clip_image008
João Martins dos Santos.
Tem o Cruzeiro em lembrança do Pe. Pedro/Que encima do penedo/Ele está bem colocado/Trinta e nove a dezenove de novembro/ Ainda hoje eu me lembro/ quando foi inaugurado”. Em breve estará completando 75 anos quando será celebrado o seu Jubileu de Brilhante. É um marco histórico e símbolo maior da religiosidade do povo da Vila de Caiçara. Dia 9 de agosto de 2010 foi criada a Área Pastoral do Distrito de Caiçara, pertencente à Paroquia de Santa Luzia de Jijoca de Jericoacoara, com o objetivo de melhor assistir aos paroquianos das comunidades de Formosa, Preá, Cavalo Bravo, Córrego dos Ana, Sambaíba, Paraguai e Solidão. O Padre Maílson foi o primeiro administrador da Área Pastoral, sendo seu sucessor o atual administrador Pe. José Marcone Martins. Antes, a Capela de Caiçara já havia pertencido às Paróquias de Acaraú e Cruz cujos Padres foram José Arteiro, Monsenhor Sabino, Monsenhor Edson e Monsenhor Manoel Valdery. Quando passou a pertencer à Paroquia de Santa Luzia, estiveram atuando na capela o Pe. Edmilson, Pe. Raimundo, Pe. Eudes Cruz e Pe. Lindomar.
clip_image010
A Tradicional Festa de São Francisco é celebrada no mês de setembro, quando seus filhos ausentes procuram visitar a Terra Natal para rever amigos e familiares e participarem dos festejos à São Francisco. Inicialmente, as festas eram coordenadas pelo saudoso José João de Araújo, hoje, nome de Rua na Vila de Caiçara e seguido por Luís Jacinto. O coral é bem animado, constituído de lindas garotas e é um dos melhores da região. A religião predominante é a Católica, mas já há duas igrejas protestantes na Vila de Caiçara: As Igrejas Bíblica e Comunidade Cristã Jericó. A Igreja de São Francisco já esteve rodeada de água com o transbordo da Lagoa de Jijoca. Também teve a frente virada para o Nascente e já passou por várias reformas em sua estrutura física, estando bem diferente de sua forma original.
clip_image012
Infraestrutura
A Vila de Caiçara tem uma escola construída pelo Prefeito Antônio Raimundo de Araújo Neto em 1989, denominada de João Ladislau de Paulo Magalhães, cuja diretora e a Senhora Érica Pereira Queiroz Albuquerque.
Quando ainda pertencia ao município de Acaraú, Caiçara teve a alegria de eleger um vice-prefeito: João Ladislau de Paulo Magalhães, que foi eleito junto com Adenor Martins (1967/1971). Nesse período foi construído o primeiro prédio escolar na comunidade onde funciona uma Creche. Uma quadra poliesportiva coberta foi construída na administração de Manoel Nelson Silveira e coberta na administração do Prefeito Jonas Muniz. Tem arquibancada, banheiros, palco, vestiários e foi denominada Francisco Antônio Costa Moura, numa justa homenagem ao maior jogador de futebol de Caiçara. Falecido em 2006 em Fortaleza durante uma partida de futebol vitima de ataque cardíaco.
clip_image014
Tem uma praça, construída em 1987 na primeira administração Jonas Muniz, ruas calçadas, um Posto de Saúde da Família, uma creche, telefones fixos públicos e residenciais, Sistema de abastecimento de água comunitário que atende a 192 famílias.
clip_image016clip_image018clip_image020
Tem um conjunto habitacional, Cemitério Comunitário que inicialmente era cercado de madeira, mas foi murado por determinação do Senhor João Galdino com a participação da comunidade e ampliado em 1987. Um posto de atendimento dos Correios, padaria, internet, salão de cabeleireiro, lanchonetes, churrascaria e a rádio FM Comunitária Marazul 98,7 MHZ legalizada junto ao Ministério das Comunicações e pertencente à Associação de Desenvolvimento Social e Comunicação de Caiçara são fatores de desenvolvimento da Vila. Tem lojas de eletrodomésticos e várias casas comerciais, onde quase de tudo tem pra vender. Oficinas de carros e motos, bares e restaurantes e um Cartório de Registro Civil, sendo tabelião José Arteiro Cruz.
Atualmente, a Vila de Caiçara está lutando pelo seu crescimento. Está sendo feito calçamento de algumas ruas e abertura de outras na periferia. Várias casas têm sido construídas, inclusive pelo programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida.
Curiosidades.
A primeira professora da comunidade foi Francisca Maria de Sousa (Fransquinha) que também é nome de rua, e depois Francisco das Chagas Rocha. Caiçara sempre foi conhecida pela produção artesanal de esteiras de junco, cordas e redes de tucum que também eram usadas para currais de pesca no mar. A população mais velha ainda se lembra das parteiras Margarida e Maria Martins e das rezadeiras Julieta e Izabel Pires. Os tabeliões foram Manoel Marques de Sousa, Francisco Menezes, João Paulo Magalhães e José Arteiro Cruz. Já houve em Caiçara um trabalho da igreja chamado de Ciclo Operário que consistia em visitar as casas, fazer reuniões e ler a Bíblia sob a orientação do Senhor Chico Gomes. O poeta João Martins assim descreveu o Ciclo Operário: “Neste lugar, tem o Ciclo Operário/ Foi feito pelo Vigário/ Para entrar quem quiser/ Se pagará dez Cruzeiros de uma vez/ E dois Cruzeiros por mês/ Cada sessão que houver”.
clip_image022clip_image024
Também os trabalhadores tinham onde recuperar suas ferramentas com os ferreiros Chagas Ferreira e Francisco Antero. Mas, se o caso era couro tinha o soleiro José Joaquim e o sapateiro Toca Lima. Os carpinteiros Tiago e Antônio Lima fabricavam móveis para todas as famílias, principalmente para os recém casados que pretendiam mobilhar as casas. A primeira padaria instalada na comunidade pertencia ao Senhor José Filenom natural da cidade de Morrinhos. As construções ficavam a cargo dos pedreiros Luís João e Geraldo Muniz. As costureiras Ângela Marta da Silva, Antônia Maria da Silveira e Rita Pereira de Sousa cuidavam da confecção e remendo das roupas usadas na comunidade e preparavam os noivos para os matrimônios.As famílias mais numerosas da comunidade são a dos Jacinto e Pereira. A origem das famílias residentes em Caiçara é muito diversificada. São procedentes de Uruoca, Uruburetama, Camocim, Jijoca, Aranaú, Serra de Tianguá e até de outros estados.
Um senhor por nome de Abdom, ao se aproximar de uma arvore conhecida por mungubeira, em Caiçara, disse: “Eu queria viver do tanto desta mungubeira”. Certa noite, a mungubeira tombou. No dia seguinte, chegou a notícia de que Abdom havia sido assassinado no mesmo horário em sua própria residência na zona rural do atual município de Jijoca.
clip_image026O último crime de morte em Caiçara foi registrado em 1957, quando o Delegado de Policia Pedro Raimundo assassinou Raimundo Ernesto. Antes tinha havido uma discursão entre eles. O número de afogamento na Lagoa de Jijoca é preocupante, pois já foram registradas mais de uma dezena de afogamentos de homens, mulheres e crianças.
A Vila de Caiçara ainda conserva as características de um lugar tranquilo, onde as pessoas podem ficar nas calçadas para um dedo de prosa sem serem incomodadas. A amizade é o ponto forte da comunidade. Intrigas não existem e as mulheres gostam de trabalhar e viajar em grupos. A juventude é bastante atuante e as moças são de boa aparência e muito simpáticas. A presença de drogas tem sido o principal motivo de preocupação dos pais de família.
A falta de emprego tem sido motivo de muitos jovens migrarem para os grandes centros, principalmente Fortaleza e São Paulo.
Os criadores de gado fazem uma festa todo ano que já tem mais de meio século de tradição.
A Vila de Caiçara é um lugar onde o índice de analfabetismo praticamente não existe. Pouco ou muito, mas todos sabem ler e escrever.
O nosso proposito é prestar uma homenagem ao Distrito de Caiçara por ocasião de seu Jubileu de Prata e resgatar a memória dos nossos antepassados que, com dedicação e trabalho, construíram as nossas riquezas materiais e imateriais.
Dr. Lima

terça-feira, julho 24, 2012

Anatel vai apurar venda irregular de chips


Anatel vai apurar venda irregular de chips


superintendente de serviços privados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Bruno Ramos, afirmou nesta terça-feira (24) que a agência irá investigar a venda de chips pelas três operadoras, TIM, Oi e Claro, que foram obrigadas a suspender a comercialização em Estados do país.
Ele também garantiu que, apesar da greve dos servidores da Anatel, a fiscalização não está sendo prejudicada e que os casos de descumprimento foram pontuais.
"Já recebemos relatórios sobre isso e a Anatel vai apurar. Ainda não sabemos se serão aplicadas multas. Vamos fazer uma análise do que aconteceu", disse.
Bancas de jornal e demais pontos de venda não deveriam estar comercializando novos números das operadoras nos Estados em que sofreram sanção.
Caso o consumidor consiga comprar, a operadora não poderá habilitar a nova linha.
Usuários que se sentirem prejudicados, deverão pedir o dinheiro de volta. Caso não consigam, o caminho é registrar reclamação na própria agência reguladora.
"Vimos que, de forma geral, as agência estão cumprindo, alinhadas com despacho da Anatel", defendeu Bruno Ramos.

FGTS vai liberar mais 12,7 bilhões para financiamento da habitação




Os conselheiros do Fundo Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) decidiram nesta terça-feira (24) disponibilizar mais R$ 12,7 bilhões para financiamento da habitação. Desse total, R$ 10,7 bilhões serão para o reforço de programas de habitação popular e R$ 2 bilhões para aumentar o subsídio de compra de casa própria por famílias de baixa renda.
Com o acréscimo, o orçamento do FGTS este ano sobe de R$ 43,9 bilhões para R$ 56,6 bilhões – cerca de 28,9%. Os recursos serão assim distribuídos: R$ 36,6 bilhões para habitação popular, R$ 6,4 bilhões para subsídios, R$ 5 bilhões para saneamento, R$ 5 bilhões para infraestrutura urbana, R$ 2,5 bilhões para a compra de certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e R$ 1 bilhão para o Programa Pró-Cotista, que concede juros a menores com conta vinculada ao FGTS.
De acordo com a prestação de contas do FGTS de 2011, analisada pelo conselho curador do fundo hoje, foram investidos R$ 42 bilhões em habitação popular, R$ 4,8 bilhões em saneamento e R$ 4 bilhões em infraestrutura – principalmente no âmbito do Minha Casa Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. A auditoria do FGTS foi feita pela Caixa Econômica Federal e pela empresa Price Waterhouse Coopers.

Obras do metrô causam transtornos Sobral-CE



Carros dos moradores ficam estacionados em cima das calçadas, para que o trabalho da linha norte do metrô possa ser feito. A interdição compromete o tráfego não só no trecho mas em áreas adjacentes ao local 
Sobral Com a interdição parcial da Avenida John Sanford, desde o dia 18 passado, os transeuntes, moradores e comerciantes do local afirmam passar por transtornos diários. A via está interditada para colocação dos trilhos da Linha Norte do Metrô de Sobral, conforme o comunicado oficial distribuído pela Prefeitura de Sobral.

Segundo a Prefeitura, a intervenção acontece no trecho entre as ruas da Gruta e Elpídio Ribeiro, sendo permitido apenas o acesso de veículos locais. O tráfego restante está sendo desviado pelas ruas Galdino Araújo, da Gruta e Mt. Assis Fernandes.

Para o auxiliar de administração Jefferson Lira, ir para casa tem sido uma tarefa difícil. De acordo com ele, o trajeto que demorava 15 minutos passou a ser feito em 30. "Moro na Cohab 3, onde fica a última parada do metrô. As obras que começam aqui atrapalham até nos pontos em que não está interditado, como próximo à Sorveteria São Francisco, onde o trilho já foi colocado, porém não foi feita a pavimentação" explica.

Segundo ele, além do asfalto estar esburacado e o trajeto ter aumentado por conta do desvio, as ruas por onde pode transitar são estreitas, causando conges6tionamento no horário de pico. "São carros e motos indo e vindo nas duas direções em ruelas estreitas", reclama.

A comerciante Maria José Carvalho, mais conhecida como Dona Beija, possui um comércio no trecho interditado e diz que o incomodo é antigo. Segundo ela, antes da avenida ser fechada, houve as obras para melhorar a rede de esgotos, numa preparação para a chegada do metrô. "Com essa obra do esgoto, ficamos sem água durante vários dias. Como trabalhamos com alimentos, só tínhamos duas opções: ou fechávamos o comércio ou usávamos água de balde. Graças aos nossos vizinhos, que cederam parte da reserva pessoal para nós, não fechamos, mas ficamos funcionando como décadas atrás, lavando no balde", disse. A comerciante reclama que, com as obras passando em frente à sua lanchonete, o movimento diminuiu, pois, além das más condições de pavimentações, não há mais local para estacionamento.

"Tínhamos clientes fieis que vinham de longe para almoçar aqui e traziam convidados. Agora, eles não vêm mais. Quando se encontram comigo em outros locais, explicam que é devido à dificuldade de acesso".

O gesseiro Anderson dos Santos Brito, que reside e trabalha na avenida, diz que está encontrando dificuldades para estacionar em frente à sua casa. "Tive que estacionar o carro por cima da calçada para dar espaço aos caminhões da obra. Ciclistas e motociclistas têm usado as calçadas para transitar também".

Ele aponta ainda que, devido à necessidade de movimentação dos veículos da obra, ele não pode estacionar sua caminhonete para carga e descarga de material. "Tive que parar de trabalhar, pois não posso mais trazer gesso e o cliente não pode vir buscar seu produto", afirmou.

A dona de casa Maria do Socorro Assunção conta que fazia o percurso todos os dias para pegar os filhos no colégio. Agora, prefere que as crianças se dirijam para a casa da avó.

"Enquanto as obras estiverem bloqueando minha passagem, vai ser assim, mas o meu maior medo é quando o metrô estiver funcionando, como vai ser feita a sinalização? O trânsito já era ruim antes dessas obras, mas como ficará depois?", questionou.

Adaptação
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Metrô de Fortaleza, que está responsável pelas obras, o Metrô de Sobral possuirá um processo de adaptação para os passageiros sobre o novo equipamento e serão quatro carros circulando pela cidade. Este trabalho já é previsto em todo projeto desse porte.

Sobre a sinalização, a Assessoria informa que está prevista, porém ainda não há detalhes que já possam ser divulgados.

Mais informações:
Prefeitura Municipal de Sobral
Rua Viriato de Medeiros
1250, Centro
Zona Norte
Telefone: (85) 3677.1100

JÉSSYCA RODRIGUESCOLABORADORA 

MOSSORÓ, MINHA TERRA, MEU XODÓ (Dr Lima )


MOSSORÓ, MINHA TERRA, MEU XODÓ


Por: Dr Lima
Mossoró-RN
Cruz. Era o ano de 1969. Arrumei as malas e parti ás 13h, em um misto que fazia a linha de Patú a Mossoró. Na hora da despedida, a casa estava cheia, pois os vizinhos, parentes e amigos foram assistir ao momento da minha partida. Muita gente chorou, pois graças a Deus, sempre fui muito querido por todos os amigos e familiares.  No ponto do misto, o motorista por nome de Tomazinho já me esperava gritando pelo meu nome. Pegamos a estrada com muitos buracos e poeira. Passamos pelas cidades de Augusto Severo, Upanema e finalmente Mossoró. Chegamos às 19h horas. Foi quando vi, pela primeira vez, a energia elétrica de Paulo Afonso e uma estrada asfaltada. Cidade grande, toda iluminada, que coisa linda! Fui morar com a tia Rosa para fazer os preparativos para o Exame de Admissão ao Ginásio. O exame aconteceu em janeiro do ano seguinte quando houve uma seleção de 50 alunos para compor a primeira turma do Ginásio Centenário de Mossoró, fundado em homenagem aos 100 anos de Mossoró em 1970 pelo Diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas. Participaram da seleção 85 alunos, eu fui aprovado em sétimo lugar. Iniciei o curso ginasial que conclui em 1973 e ingressei no Curso Científico do Colégio Diocesano Santa Luzia terminando em 1976. Fiz o vestibular para Agronomia na Escola Superior de Agricultura de Mossoró – ESAM, hoje, Ufersa. A concorrência era de quatro candidatos para uma vaga. Fui classificado em sétimo lugar. Conclui o curso em junho de 1980, em uma turma de 23 alunos sendo classificado em primeiro lugar.


Quando ainda cursava o Cientifico, comecei a ensinar particular na casa dos alunos. Fui adquirido experiência e mostrando o meu trabalho, quando fui convidado para substituir alguns professores em escolas do municipio. A Diretora, por nome de Maria José frota, natural de Sobral/CE, gostou do meu trabalho e no ano seguinte fui convidado para ensinar no Ginásio Municipal Manoel Assis no Bairro Bom Vista. Ao terminar o Curso de Engenharia Agronômica, fui convidado para ensinar no Colégio Diocesano e Ginásio Centenário. Também ensinei na escola de Segundo Grau Abel Coelho. Tive pequena passagem pelo Instituto Cardeal Câmara, Escola Treze de Junho e outras.

Auta de Souza

No Colégio Diocesano, colaborei com o jornal O Lente. Entre os artigos escritos, destacou-se a Biografia de Auta de Souza que foi tema do vestibular da FURRN no seu centenário de nascimento, em 1976, autora do único livro de poesia HORTO prefaciado por Olavo Bilac. Como aluno exemplar, sempre obtinha as melhores notas, tendo sido aprovado por média em todas as séries dos cursos Ginasial e Cientifico.


Foi em Mossoró que passei os melhores momentos de minha vida. Estudei, trabalhei, participei da vida social da cidade, construí um vasto ciclo de amigos e fui feliz. Convivi ao lado de minha família. Tinha minhas amigas de todas as horas: Aldesi, Neide, Socorro e Marli com quem ia às festas e assistir filmes no PAX, Caiçara e Cid. “Se fosse nascer outra vez, queria seu berço de novo”, pois foi a fase mais prospera de minha vida. 


Sempre voltava à minha terra natal para rever os amigos de infância, visitar rios e florestas, andar pelos campos e vislumbrar as paisagens do alto de um serrote, acordar com o barulho das cascatas e o canto dos pássaros, mas, hoje, está tudo mudado, uns já morreram, outros foram embora e os que ficaram estão diferentes. Os campos de agricultura foram transformados em densas florestas e onde foi casa é tapera.

Dr. Lima